Made In Heaven

A humanidade não é um estado a que se ascenda. É uma dignidade que se conquista.

Archive for Novembro 2006

Mas estava eu a dizer-te que agora tenho uma caneta nova, e não, não é uma forma de dizer que acabei com algo e recomecei do zero. Isso é uma outra história. Não, estou mesmo contente. Muito, que contagia a tua forma de desprezar com um olho e chamar com o outro. É engraçado não achas? Mostro-te como encarar a morte com um sorriso nos lábios, suave e seco. E tu mostras-me a sensação de me atirar de cabeça e cair na mesma posição.

Sabes, quando conhecemos alguém que nos acompanha, depois de estarmos muito tempo sozinhos, acontece das duas uma. Ou quebramos o hábito, ou não. Aliás, das três uma, ou quebramos o hábito, ou não quebramos, ou misturamos um pouco as coisas. Agora não mistures. Estou a falar de te dar a volta, de me dares a volta ou cairmos os dois, juntos.

 Não sei se acreditas, mas eu calculo ao milímetro ser espontâneo.

Written by meph

Novembro 30, 2006 at 7:00 pm

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Deus e o Diabo sabem fazer trabalhos de grupo! 

Tu não, mas o mundo é pequeno.

Written by meph

Novembro 30, 2006 at 6:35 pm

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Há uma coisa que quero que saibas, agora. Quero que saibas que, na minha ou tão profunda ou tão superficial empatia com alguém, tu, és a primeira pessoa pela qual não sinto qualquer emoção que consiga relacionar com uma qualquer reacção negativa face à perda de alguém. O que não quer dizer, que se a partir de hoje em diante não tivesse mais contacto contigo, não me sentisse abaixo de zero. Agora, ou é de tão profunda ou de tão superficial…

 Tentei explicar-te em portugês. Não percebeste. Talvez se te explicar na minha língua tu percebas. É que o poder que as palavras transportam pode ser de terem que ser ditas, escritas, pensadas, imaginadas-por alguém. Imagina que há palavras que só se entendem, beijadas…

Written by meph

Novembro 25, 2006 at 9:40 am

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Monólogo#Alguém Que Justifica

Ía eu a dizer, que te queria contar uma história… 

Sabes, o nome das coisas assim como as suas definições, pouco me importam, pouca importância têm na forma como as coisas acontecem. Os ingredientes, esses sim, têm um valor especial e uma importância vital nos caminhos por onde ando. Sâo acontecimentos e momentos, a forma como se desenrolam, que realmente me causam algum tipo de sensação. É sentir na pele aquilo por que se anseia.

E como tal, tens que saber que choca, tens que te sentir chocada para poderes ver as coisas de uma perspectiva diferente que não aquela que faz com que te sintas chocada. Tem que haver um motivo diferente que não a rejeição ao mal, tem que haver uma motivação que não a aliciante porta da descoberta. Ou seja, não pode a rejeição enquanto motivo ter lugar na sala. Que estejas preparada. Que saibas de que mais além foges. Vai haver um choque e não queres ficar pelo caminho! Podes te tornar passiva perante a realidade, podes até passar por reclusa de meandros que não fazem sentido. É precisamente aí que tens que estar atenta, bem disperta para perceberes que nem sempre tem que fazer sentido. Tens que ter em mente que mesmo dentro destes caminhos pouco convencionais, quando opção, existe a realidade e que podes definir o que quer que seja pelas ideias que tens, espontaneamente ou não. Tens que ser muito segura de ti e não olhar à merda que é veres as coisas com um grau de imperfeição tal que chegas ao ponto de duvidar de ti mesma. Tens que ter estômago.

É que tentar perceber se realmente somos algo que justifique uma contradição, não basta que seja verdade. Acreditamos que ficar por aqui não é possivel; não pode ser. Acreditamos que numa perspectiva mais abstrata, não pode haver certo tipo de coisas, a que em contraste com a realidade, chamamos barreiras. Não existem os limites, por assim dizer.
Já não é uma questão de aspecto ou do olhar de alguem que não repara nas qualidades que tem. Já não é uma questão de oportunismo, de um planeamento de estudo ou de um esquema mental. Passou a ser um modo de encarar a nossa vida, a nossa realidade e a dos outros. Passou a ser um rótulo de características distintas, entre nós e os outros. Houve uma transformação e apenas mudámos de rótulo, não somos outra embalagem.

Começas por conseguir ou consegues começar a encarar aquilo de que és feita, com a eterna questão a domir ao teu lado-«De onde vens? O que estás cá a fazer? Para onde vais?» Não é que estejas a cada segundo a viver em função disso, claro que não. Mas consegues perceber atitudes e comportamentos, que muitas vezes os toleras com mais facilidade, do que se não os conhecesses. Estás mais atenta ao que se passa à tua volta e já não buscas dentro de ti respostas para as tuas perguntas. Deixou de se tratar de um questionário e passou a ser um exame completo. Consegues encarar a expressão, os outros, de um jeito familiar, muito próximo e já não com tanto desprezo. Chega a um ponto que consegues analisar tudo e mais alguma coisa, seja o teu melhor amigo, ou o teu «melhor inimigo».

Assim como tolerancia é flexivel, vários aspectos considerados negativos nas atitudes também o são. Podem ser saboreados como uma perspectiva de que há várias formas de os manifestar. À falta de conhecimento, existe a discussão. Por isso é que te digo, quanto mais souberes só por saber, mais estúpida te tornas. Depende da forma como encaras o conhecimento. Sem fugir do contexto, não achas bem mais proveitoso encarar esse aspecto, sem limites? Não preferes conhecer cada vez mais, com o intuito, não de esgotar os livros da biblioteca, mas pensando sempre que nunca acaba, em vez de te dares por satisfeita cada vez que assim te sentes? És capaz de te sentir imcompleta, mas vais-te sentir cada vez mais perto de algo que não sabes o que é. Eu encaro isso como uma forma de combater o meu orgulho usando alguém para discutir um assunto. Um acto um tanto ao quanto incosciente, este de combater o orgulho. 

Factos como, não ter que haver um fim ou um porquê, rejeitar a perfeição ou chorar ao Pai Natal por ver as coisas de um jeito diferente do que a maioria usa, que não são nada mais nada menos do que ir contra o normal, ou o habito, é possivel encara-los como TPC. Ocupações que ajudam a transformarmo-nos, nem que seja, desafio! É o que acontece com uma substância em contacto com a atmosfera, é basicamente o mesmo que acontece conosco em contacto com a realidade. Mil e uma reacções dentro de um padrão de acontecimento. É indiscutível, a realidade assusta. Assusta, quando acordamos e vemos que dormimos ao lado daquilo em que cremos, e que não conhecemos.

Mas continuamos a viver o eterno dilema Ritinha. Como consquistar os outros? Como permitir que os outros pensem que são conquistados sem que isso os assuste? Como contornar a ideia de que os outros são envolvidos pelas suas proprias ideias e que apenas precisam de um meio real? Como fazer os outros orgulharem-se de serem os outros? São tarefas como esta que ocupam um espaço especial no meu tempo. Chama-lhe desafio, perda de tempo, o que quiseres. Mas chama-lhe alguma coisa.

Começar, não tem propriamente que ser do principio e notei em ti uma certa vontade de começar. E lá está, tem que ser sempre por algum lado. Eu particularmente gosto de começar do principio…

Written by meph

Novembro 22, 2006 at 12:51 am

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