Made In Heaven

A humanidade não é um estado a que se ascenda. É uma dignidade que se conquista.


Vamos partir do principio que a que tem ideias mais correctas e as aplica de um jeito menos correcto, é a que é mais correcta, à partida…

Então surpreende-me a capacidade do ser humano de ignorar, rejeitar, não aceitar ou simplesmente não ter consciência de que mostrar o contrário é bem melhor, porque o seu objectivo não passa de tentar ase afirmar também. Surpreende-me quando uma pessoa se afirma como fria, enquanto que a sua natureza é fraca e sensível. Consiência disso tem. Talvez por isso tenha criado uma guerra dentro de si, para que possa ser reconhecida perante os outros, como pessoa. Como humano. Faz uso do contraste para baralhar o espectador.

Alguém com atitudes e ideias fixas, correctas perante os outros e outros que não as aplicam e nem as têm num grau próximo de executáveis, é sempre visto como alguém que entente e percebe, porque sabe da coisa. Toma-se por alguém experiente e não é tido como louco, porque sabe o meio que o reodeia. Sabe que chão pisa, e é visto a jogar com isso. Entre aquela melodia que encanta e a distância perfeita.

Surpreende-me ainda mais que se juntem duas pessoas, uma de cada lado, risco ao meio e a mais correcta em atitudes, em ideias, vença sempre, quando o objectivo é o mesmo. Diferem os meios. Fazem toda a diferença. Já se viu começar por menos.

Não há uma consciencia por parte de quem é menos correcto, de que depende de si, lá chegar primeiro. Não são visiveis as armas, nem tão pouco perceptíveis. Acomoda-se, naturalmente.

Para quem é mais correcto, o jogo fica mais fácil. Intimidando com a noção de responsabilidade e maturidade necessária para se ser correcto, com a experiência, o adversário cede e os trunfos aparencem.

 Em tudo isto, passa-se a imagem de que não há espaço para dar com uma e tirar com a outra. A interpretação é superficial e naturalmente se age como se percebe.

Por vezes passa-se assim.

E por vezes assisto. Quando não me enjoa estar a ver um jogo igual ao meu.

É óbvio

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Written by meph

Maio 12, 2007 às 3:44 am

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