Made In Heaven

A humanidade não é um estado a que se ascenda. É uma dignidade que se conquista.

..seguir sem vacilar. e não olhar atrás.


E eram tantos os pensamentos que me subiam à cabeça ao mesmo tempo, e voltavam a descer, quem sabe se da pouca força que tinham para se manter de pé ou a quererem se esconder debaixo da mesa. A começar a semana, deu-me para fazer um apanhado do que me estava a acontecer. Era fundamental reflectir naquele momento, apesar de não me conseguir concentrar em nada. Se não reflectisse, atirava-me de cabeça, na certa. O que até nem era má ideia. Só queria estar mais seguro de qu era uma boa opção, já que estava de acordo com a minha vontade. Muita vontade!
Bem, se havia coisa que ministrava com mestria, era a capacidade de gerir as minhas emoções perante uma determinada situação. Até por incrível que pareça, até estava calmo, o que não era um problema. Era normal. O problema sim, é que estava calmamente inseguro. Era uma semana difícil para mim. Complicada de gerir. E por mexeres tanto ou tão pouco comigo, sentia todas as áreas da minha vida em simultâneo. Isto sim, era um grande problema. Logo eu que tinha várias caras, que não assinava sempre a mesma assinatura… Enfim, eu que mostrava tudo menos a verdade. Era preocupante a forma como mexias comigo; ao ponto de me fazer crer que ser honesto era uma hipótese a ponderar. Cheguei a sentir várias vezes e de vários jeitos, uma vontade enorme de dar a cara.
Decididamente, o impacto que tinhas na minha vida, à qual, ou se era indiferente ou se desejava tanto, era tal que me deixei levar enquanto percebia como é que tu tinhas conseguido arrumar a casa doutro jeito.
Sentia coisas novas, das quais se destacava a sensação de estar a ir no caminho certo, desta vez não aos , mas a direito. Daí não te querer perder. Não querer acordar de manhã a ler sózinho um bilhete a pedir-me para ser feliz! Não me conseguia perceber. Pela primeira vez tinha perdido um caso para o qual me tinha preparado mais que bem. Só a possibilidade de conjugar a minha desonestidade e os meus esquemas, com a tua transparência e a tua influência me agradava. Explica então o meu esquema inicial, tentar dar-te a volta e fazer-te acreditar que eras capaz de muito mais do que tinhas feito até ali. Como quem diz, … Um mudo !
Queria jogar tudo pra trás das costas para que aquilo resultasse, mas ao mesmo tempo queria ficar com o que eu lhe tinha chamado, o meu jeito de ser. Afinal não quis assim com tanta força.
Apenas me esqueci que o meu jeito de ser não era compatível com o teu, se os dois se cruzassem para seguirem juntos…
Aí me veio à ideia o que d´antes fazia de céu na minha sala: Falta-me ser sincero, mas sinceramente não sinto falta de tal coisa.
Precisava que decifrasses o que eu não vi. Que escutasses o que eu não disse. Que lesses o livro que eu nao escrevi. Precisava que ouvisses o que Deus me respondia quando lhe pedia, “Faz de mim Senhor, um vazo novo”!

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Written by meph

Julho 19, 2007 às 5:00 pm

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