Made In Heaven

A humanidade não é um estado a que se ascenda. É uma dignidade que se conquista.


São vidas atormentadas sem uma direcção planeada, à procura de um pequeno objectivo, um pequeno entretenimento e uma escapatória à rotina dos dias, que fazem todo um universo pronto a abraçar uma vitória. Uma alta moral e um ego largo e confortável. Um contraste puro, mais escuro sobre a luz, duma imagem que persiste e ganha força de tão alucinante e envolvente que é. Vidas pequenas, constatemente comparadas e sobrepostas aos seus objectivos, sempre com a noção da realidade a todo o momento. É toda uma desatenção atenta.
Há toda uma possibilidade de enchergar a realidade. Descernir em terceira pessoa o que realmente se passa.
Almas sedentas de diversão e capricho, ansiosas por poder transmitir com efeito, nem que pra isso tenham que comprar um adversário ou até um inimigo.
O melhor inferno ainda é a terra. Pois não há jogo sem regras que se ganhe sem jogar, se é que há jogo sem regras, que se possa ganhar.
É isto que condiciona toda a disposição. A reacção, a resposta ao acto que não está no mesmo caminho, nem que seta tenha alcançado, ou até ao que ainda não foi cometido.
Um laço é só um cúmplice, que alega em confissão legítima defesa ou acto involuntário.
Todo o tempo é pouco para resgatar o que há tempos desapareceu. Ou talvez nem o haja, se tiver morrido.
É mais do que falar sózinho e obter resposta. É poder sentir o cheiro que produz a imaginação.

Anúncios

Written by meph

Julho 21, 2007 às 9:00 pm

Publicado em Uncategorized

%d bloggers like this: