Made In Heaven

A humanidade não é um estado a que se ascenda. É uma dignidade que se conquista.


Entraste mais em mim do que na minha vida, é verdade. Não o posso negar e estou a começar a aceitar isso. Não só estou a começar a aceitar isso, como também eu tenho necessidade de arranjar um significado para isto que está a acontecer entre nós. Aos poucos vou desencantando um. Assim como a rosa tem espinhos, o mar ondas e o céu núvens, a minha vida tem-te a ti.
Deixa-me falar-te de mim, ser-te sincero…
O que está a acontecer entre nós, já me aconteceu, com outra pessoa. Ela é linda. Conhecemo-nos há muito tempo, há cerca de uma série de anos, por mero acaso, pelo enviado cupido de Deus, ou o raio que parta o que aconteceu. Hoje, somos felizes. Porquê, se o que por aí vem pra nós foi idêntico ao que já por aí veio?
Não consigo, amor. E só me lembro de um argumento. Não seria único! Estereotipos? Coisas da minha cabeça? Amarras? Sem dúvida, mas a tudo isso eu dou um nome. Infrutífero. E uma definição. Mexe tanto ou tão pouco comigo que chega a ser oportunamente inoportuno. Não consigo esquecer…

Percebes? Para isto dar certo, fosse de que maneira fosse, eu tinha que dizer que amava outra pessoa e tu em ti terias que sentir que era mentira. É muito cedo, cedo demais até, para te falar disto. Não há um trabalho por trás para que isso resultasse. E então, ao dizer-te isto, é óbvio que não funciona. É cliché jogarmos uma carta, ganharmos o jogo e sermos modestos ao ponto de dizermos que não sabemos jogar.

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Written by meph

Setembro 15, 2007 às 8:19 pm

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